segunda-feira, 6 de maio de 2013

Sarau à vista!



Depois de um hiato de quatro meses, estamos mais que empolgados em anunciar que o Eco está de volta! Mas de uma maneira um pouco diferente... explicamos:

Na próxima quinta-feira, dia 09 de maio, o Eco Performances Poéticas promove, em parceria com o Museu de Arte Murilo Mendes (UFJF), uma edição especial. Um evento que tem como princípio ativo e catalisador o primeiro livro solo do poeta e organizador do Eco Anderson Pires da Silva, que lá estará lendo poemas do explosivo e recém-lançado "Trovadores Elétricos".

Outros organizadores do Eco também vão subir ao palco: os veteranos Anelise Freitas, Laura Assis, Luiz Fernando Priamo e Tiago Rattes de Andrade, além de Danilo Lovisi e Otávio Campos, que estão trazendo sangue novo para a equipe (e de quem provavelmente você já ouviu falar, uma vez que os dois também fazem parte da equipe da revista Um Conto).

Mas não é só isso: alguns convidados também darão o ar de sua graça (e poesia). Completando a escalação do evento teremos a honra de receber os poetas André Monteiro, Fred Spada e Julio Satyro. Tudo isso com a trilha sonora do discotecário Pedro Paiva (Vinil É Arte).

A entrada continua franca e a poesia é sempre garantida.



Museu de Arte Murilo Mendes e Eco Performances Poéticas apresentam:

"Trovadores Elétricos"

Quinta-feira, 09 de maio, a partir das 19 horas.

No MAMM (Rua Benjamin Constant, 790, Centro. JF)

ufjf.br/mamm
ecopoetico.blogspot.com
trovadoreseletricos21.blogspot.com
revistaumconto.wordpress.com
aquelaeditora.com.br





https://www.facebook.com/events/451563114932481/?notif_t=plan_user_invited

domingo, 5 de maio de 2013

união

Seminário União e Indústria está com as inscrições abertas

Estão abertas as inscrições para o seminário União e Indústria: uma Estrada Para o Futuro - Legado e Possibilidades, que ocorre nos dias 10 e 11 de maio, sexta e sábado (veja a programação). O evento é realizado pelo Museu Mariano Procópio e os interessados devem se inscrever, gratuitamente, pelo telefone (32) 3690-2027, de segunda a sexta-feira, no horário das 8h às 12h e das 14h às 18h. A programação integra às atividades científicas da exposição União e Indústria: uma Estrada Para o Futuro, que está sendo promovida até 18 de maio, no Espaço Cultural dos Correios, na rua Marechal Deodoro 470, Centro.

As inscrições devem ser realizadas separadamente para cada dia de seminário, sendo que, no dia 11, será feita uma visita mediada à exposição, com o curador Pedro Vasques. Para esta atividade estão sendo disponibilizadas 20 vagas. O público-alvo do seminário são estudantes e profissionais de museologia, história, turismo, artes, arquitetura, educação, fotografia e áreas afins. O evento tem como objetivo estimular reflexões, debates e possibilidades do patrimônio material e imaterial legado pela estrada inaugurada em 23 de junho de 1861, ligando Petrópolis a Juiz de Fora.

A programação do seminário, além da visita especial à exposição, conta com três conferências, que serão ministradas no dia 10 de maio, a partir das 14h, no auditório do Banco do Brasil, na rua Halfeld 770, Centro. Estas atividades ficam a cargo dos especialistas Mário Chagas, da Unirio e do Museu da República; Cláudia Storino, do Sítio Burle Marx/Ibram; Maurício Vicente Ferreira Júnior, diretor do Museu Imperial de Petrópolis, RJ; Maraliz de Castro Vieira Christo e Afonso Rodrigues, da Universidade Federal de Juiz de Fora; e Patrícia Falco Genovez, Universidade do Vale do Rio Doce.

Fonte: http://www.acessa.com/cultura/arquivo/noticias/2013/05/04-seminario-uniao-e-industria-esta-com-as-inscricoes-abertas/. Acesso em: 05 de maio de 2013.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Bauman e Freud: uma possível relação

O vídeo abaixo apresenta as principais ideias de Zygmunt Bauman, sociólogo polonês do nosso tempo que escreveu O mal estar da Pós-Modernidade, livro em que deixa claro ter como uma de suas referências as concepções de Sigmund Freud, em especial sua obra O mal estar da civilização, obra escolhida pelo grupo Prazer da Leitura para o mês de maio.



 

ATA DE ABRIL


O encontro de Abril para discussão do livro Sagrada Família do mineiro Zuenir Ventura aconteceu no dia 28 de abril na casa da integrante do grupo Eliana Balena. Além da  anfitrião, estavam presente: Marcos Godoy, Marcelo Novais, Carla Machado e nossa fotógrafa, Pauliane Godoy.

Começamos com as tertúlias lembrando do festival de cinema francês que, após correr o risco de não acontecer em Juiz de Fora, foi confirmado para os cinemas Palace e Alameda nas primeira e segunda  semanas de maio. Falamos também da peça O Retrato de Dorian Gray que será apresentada nos dois próximos fins de semana no teatro do Pró-Música.

Comecei relatando como foi a presença do escritor Zuenir Ventura na programação do Sempre um Papo Oi que ocorreu no Sesi- Juiz de Fora no final de março, em que o autor teve oportunidade de contar o processo de criação da sua última obra, Sagrada Família, nosso livro do mês. Para Zuenir foi um retorno à infância passada em Friburgo, interior do Rio de Janeiro e ao mesmo tempo uma reconstrução de uma passado em que memórias e criações se misturam - segundo ele, difícil saber o que foram vivências de infância e o que foram invenções a partir de suas memórias.

As impressões sobre o livro foram boas, uma unanimidade foi de que o autor, mesmo optando por algo mais literário, não abandonou uma escrita mais direta, característica de seus outros livros e um certo habitus jornalístico. Nós concordamos que o livro é um retrato de uma classe média dos anos 40 brasileiro em que os segredos, principalmente os sexuais,  eram guardados  a 7 chaves, mas poderiam ser usados para destruir reputações ou conseguir favores.

Recomendamos a leitura da Sagrada Família e escolhemos para o mês de maio O mal estar da civilização de Sigmund Freud, tenho certeza que será imperdível!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

O MAL ESTAR DA CIVILIZAÇÃO - OBRA DE MAIO




Texto escrito em 1929 e publicado em 1930 pelo médico neurologista judeu-tcheco e criador da Psicanálise, Sigmund Freud, mostra os vários aspectos psicológicos trazidos ao selvagem pelo processo civilizatório que o torna homem. O delírio coletivo que introduz a cultura ao selvagem, por meio do que hoje se pode reconhecer como aparelhos ideológicos de Estado (conceito marxista de Louis Althusser, sobre sistemas de repressão por meio da educação, do direito, da política, da cultura, da religião, das ciências etc.), priva o homem da satisfação de parte dos desejos e pulsões instintuais do selvagem. Ao mesmo tempo, gera satisfação ou mal-estar pela identificação (ou não) com o outro, o reconhecimento de si como sujeito ("O inferno são os outros, porque eles dizem quem somos", Jean Paul Sartre) e a preservação da própria vida e da dos demais da espécie. A cultura, que dá ao bicho o nome de humano, leva o ex-selvagem à noção de si (sujeito) e do outro (objeto). Cria o desejo (em lugar das pulsões instintuais) e seus objetos, como o amor, a felicidade, a tristeza, a frustração, a doença, a saúde, o veneno, a cura. Reprime a agressividade, inventa a culpa, e gera doenças na alma e no corpo; destrói, constrói, desconstrói e reconstrói, dando algum sentido à vida, já que dela passa a ter consciência. Forma-se o aparelho psíquico: o superego, consciência da lei externa, que introduz o princípio de realidade; o ego, que faz a mediação entre os mundos externo e interno e, ao não dar conta do desprazer (frustração) pode gerar patologias; e o id, mundo instintivo das pulsões, mediado pelo ego e reprimido pelo superego.
O custo do processo civilizatório, portanto, é o sofrimento do dar-se conta dos sentimentos, sem dar conta necessariamente de todos eles. Dependendo da intensidade e freqüência do mal-estar gerado por sentimentos como angústia, ansiedade, depressão e outros, estados psíquicos comuns podem tornar-se psicopatológicos. "A tarefa de evitar o sofrimento coloca a da obtenção do prazer em segundo plano", escreveu Freud. A energia investida pelo ego à satisfação de seus desejos, ao encontrar a interdição do mundo externo, é reinvestida na busca de medidas paliativas e construções auxiliares, tais como extrair luz da própria desgraça, pela religião; satisfações substitutivas, como a sublimação oferecida pela arte; e o uso de substâncias tóxicas, que dão acesso a um mundo fantástico e prazeroso, em lugar do mal-estar provocado pelo princípio de realidade. Neste último caso, as substâncias químicas podem ser produzidas pelo nosso próprio corpo, gerando estados patológicos como a mania, semelhantes aos provocados pelo uso de produtos químicos. Portanto...A civilização é um delírio ao qual aderimos involuntariamente ao nascermos. Portanto, somos constituídos pelos fragmentos dos outros. Quem somos nós, de verdade? O que é a verdade, o que é real, palavras e conceitos criados pelo processo civilizatório, que assim se legitima? Por que tentamos, então, nos curar do incurável?


da Psicanálise, Sigmund Freud, mostra os vários aspectos psicológicos trazidos ao selvagem pelo processo civilizatório que o torna homem. O delírio coletivo que introduz a cultura ao selvagem, por meio do que hoje se pode reconhecer como aparelhos ideológicos de Estado (conceito marxista de Louis Althusser, sobre sistemas de repressão por meio da educação, do direito, da política, da cultura, da religião, das ciências etc.), priva o homem da satisfação de parte dos desejos e pulsões instintuais do selvagem. Ao mesmo tempo, gera satisfação ou mal-estar pela identificação (ou não) com o outro, o reconhecimento de si como sujeito ("O inferno são os outros, porque eles dizem quem somos", Jean Paul Sartre) e a preservação da própria vida e da dos demais da espécie. A cultura, que dá ao bicho o nome de humano, leva o ex-selvagem à noção de si (sujeito) e do outro (objeto). Cria o desejo (em lugar das pulsões instintuais) e seus objetos, como o amor, a felicidade, a tristeza, a frustração, a doença, a saúde, o veneno, a cura. Reprime a agressividade, inventa a culpa, e gera doenças na alma e no corpo; destrói, constrói, desconstrói e reconstrói, dando algum sentido à vida, já que dela passa a ter consciência. Forma-se o aparelho psíquico: o superego, consciência da lei externa, que introduz o princípio de realidade; o ego, que faz a mediação entre os mundos externo e interno e, ao não dar conta do desprazer (frustração) pode gerar patologias; e o id, mundo instintivo das pulsões, mediado pelo ego e reprimido pelo superego.
Fonte: http://pt.shvoong.com/books/1677018-mal-estar-na-civiliza%C3%A7%C3%A3o/#ixzz2Rr2opDea