Este é o blog do Grupo Prazer da Leitura, o qual tem como objetivo a divulgação de seus encontros presenciais, bem como a disponibilização de informações relacionadas à literatura, à cultura e assuntos acadêmicos.
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segunda-feira, 9 de abril de 2012
Coleção Folha: Literatura Ibero-Americana
No próximo domingo, chegam às bancas os dois primeiros títulos da coleção Folha Literatura Ibero-Americana.
Os 25 volumes da compilação trazem uma seleção de alguns dos mais importantes representantes da literatura de língua portuguesa e espanhola, que contribuíram para a formação estilística e para a consagração da arte literária ibero-americana.
Paradoxal desde o título, "O Livro de Areia", do argentino Jorge Luis Borges (1899-1986), é o primeiro volume da série e mostra um autor dedicado a construir matematicamente o realismo fantástico que acompanharia sua obra.
É pela perspectiva de possuir um livro feito de areia, em que as páginas se formam e se desmancham (como na alegoria de uma coleção infinita de livros), que Borges guia sua narrativa ao mesmo tempo abstrata e vivencial.
Ganha destaque também a edição bilíngue de "Sonetos do Amor Obscuro e Divã do Tamarit", do poeta espanhol Federico García Lorca (1898-1936), que permite a comparação do imaginário do autor em sua língua materna e na tradução para o português.
A seleção traz ainda "Navegações e Regressos", do poeta chileno Pablo Neruda (1904-1973), livro de poemas publicado originalmente em 1959 e ainda inédito no Brasil, que trata da relação de Neruda com a esperança e a percepção de sua poesia.
Seja na escrita de cunho existencialista travestida de narrativa policial de Ernesto Sábato ou no mapa da desorientação contemporânea desenhado por Miguel Sousa
Tavares, as obras reunidas demonstram algumas das possibilidades de construção que formam nossa escrita.
ENTRE ESTILOS
Por meio de temas, personagens e narradores tão diferentes entre si quanto próximos em sua familiaridade cultural, as obras mostram grande parte da história política, social e econômica, exemplos de utopias e realidades que povoam o imaginário da cultura latina.
Trata-se, portanto, de um conjunto de obras que retoma o histórico do desenvolvimento de alternativas literárias em forma de poesia, contos e romance, que faria com que a literatura latina contemporânea se consagrasse em todo o mundo.
A coleção traz autores renomados como Mario Vargas Llosa, Enrique Vila-Matas,
José Saramago, Roberto Bolaño e Mario Benedetti, entre outros, numa seleção pensada e desenvolvida para homenagear as línguas ibero-americanas.
Obras importantes de Brasil, Portugal, Argentina, Espanha, Peru, Chile, Colômbia, Cuba, México e Uruguai contribuem para o aspecto multicultural da coleção.
O conjunto de livros traz personagens envolventes que ficariam na história, todo um universo de sentimentos e poesias que prendem o leitor por sua riqueza de detalhes e vivências tão intensas que somente autores de língua latina saberiam expressar.
Confira a coleção: http://ibero.folha.com.br/colecao.html
domingo, 1 de abril de 2012
Ata da Reunião de março
O livro, ou melhor, o artigo acadêmico escolhido para o mês de março, foi A trajetória do Negro na Literatura Brasileira - de Domício Proença Filho. Texto pequeno, mas profundo, o qual permitiu várias relações com outras áreas (História, Sociologia, Novelas, etc.). Essa foi mais uma discussão daquelas, na qual aprendemos muitas coisas.
Domício Proença Filho
Estiveram presentes na reunião que ocorreu em minha casa: Carla e Marcos.
Nosso próximo encontro será dia 29 de abril às 18 horas na casa do Marcos, nesse encontro discutiremos o livro de poesia Sísefo desce a Montanha, de Afonso Romano de Sant'nna.
Domício Proença Filho
Estiveram presentes na reunião que ocorreu em minha casa: Carla e Marcos.
Nosso próximo encontro será dia 29 de abril às 18 horas na casa do Marcos, nesse encontro discutiremos o livro de poesia Sísefo desce a Montanha, de Afonso Romano de Sant'nna.
sábado, 1 de outubro de 2011
Livro do mês (setembro de 2011): Entre Quatro Paredes, de Jean Paul-Sartre
"Se um certo Jean-Paul Sartre for lembrado, eu gostaria que as pessoas recordassem o meio e a situação histórica em que vivi, todas as aspirações que eu tentei atingir. É dessa maneira que eu gostaria de ser lembrado." Essa declaração foi feita por Sartre durante uma entrevista, cinco anos antes de morrer. Na mesma ocasião, disse que gostaria que as pessoas se lembrassem dele por seu primeiro romance, "A Náusea", e duas de suas obras filosóficas, a "Crítica da Razão Dialética" e o ensaio sobre Jean Genet.
Jean-Paul Sartre influenciou profundamente sua geração e a seguinte. Foi um mestre do pensamento e seu exemplo foi seguido por boa parte da juventude do pós-guerra, nas décadas de 1950 e 1960.
Sartre tentou ilustrar sua filosofia com ações traduzidas em diversos engajamentos políticos e sociais. Mais que qualquer outro filósofo, é necessário conhecer algo de sua biografia para captar o pensamento sartreano, um projeto desenvolvido em três horizontes: a filosofia, a literatura e a política.
O século 20 mal começara quando Jean-Paul-Charles-Aymard Sartre nasceu, na rua Mignard, em Paris. Sua mãe, Anne Marie, era prima do famoso missionário Albert Schweitzer. O pai, um jovem oficial da marinha, morreu de uma febre contraída no Oriente, quando Sartre tinha um ano. Em sua autobiografia, ele lamentou que lhe tivesse sido negado o prazer de conhecer o pai.
Criado pelo avô materno, não teve uma infância feliz: o velho Charles Schweitzer, homem preso ao passado, era adepto fervoroso da disciplina. Parece que foi por influência sua que o pequeno Sartre tomou gosto pela literatura e pela escrita. Sem conseguir se adaptar ao ambiente repressivo, refugiava-se em jogos imaginários.
No colégio encontrou um verdadeiro amigo, Paul Nizan: ambos se prometeram seguir a carreira literária e descobriram juntos a filosofia, que Sartre foi estudar na Escola Superior Normal de Paris e depois na universidade Sorbonne. Ali conheceu também Simone de Beauvoir, sua companheira de toda a vida e que se tornaria uma das mais famosas escritoras do mundo.
Sartre, quando estudante, não gostava de professores. Mas precisava ganhar a vida e se tornou, ele também, um professor de filosofia, aproveitando as horas de folga para escrever. Depois de algumas tentativas, conseguiu publicar uma novela, "O Muro", em 1937, e seu primeiro romance, "A Náusea", em 1938.
O início da Segunda Guerra Mundial, em 1939, mudou os rumos de sua vida. Convocado pelo Exército francês, Sartre foi feito prisioneiro pelos alemães, no ano seguinte. E aproveitou sua prisão para estudar a obra do filósofo alemão Martin Heidegger. Fazendo-se passar por civil, conseguiu ser libertado.
Escreveu boa parte de suas obras durante a guerra. Mas foi nos anos 1950, quando já era um autor consagrado que publicou sua maior criação, a "Critica da Razão Dialética", em que estabelece um diálogo crítico entre o marxismo e o existencialismo.
Sartre passou um mês em Cuba, como hóspede de Fidel Castro e lhe dedicou uma reportagem no jornal France Soir. Foi autor do Manifesto dos 121, que proclamava o direito à insubordinação dos franceses que eram convocados para lutar na guerra da Argélia, então uma colônia francesa na África.
Em 1964 ganhou o Prêmio Nobel de Literatura - mas o recusou, porque não acreditava em se submeter a juízes e seus julgamentos, mesmo quando premiado. Ficou ao lado dos estudantes em maio de 1968, quando os jovens, decididos a viver de acordo com seus próprios valores, se revoltaram em Paris
Fonte: Disponível em [http://educacao.uol.com.br/biografias/jean-paul-sartre.jhtm]. Acesso: 01/10/2011
Drama ambientado em um único cenário, idéia que sempre seduzira o autor, decidido a escrever um texto com poucos personagens. A ação se passa no inferno, mas não o inferno cristão ao qual estamos acostumados, com demônios, punições e outros estereótipos. Os personagens, um homem e uma mulher - são levados a um salão sem janelas, iluminado todo o tempo, onde enclausurados, são condenados a uma 'vida sem interrupções', o que torna a sobrevivência insuportável.
A história criada por Sartre coloca três personagens em um inferno hipotético, onde são obrigados a conviverem sem elementos que possam refletir a própria imagem, a não ser os olhos dos habitantes do confuso ambiente, ou seja, cada um é o espelho para o outro.
A filosofia existencialista, defendida por Sartre, responsabiliza o indivíduo na escolha do caminho que melhor lhe agrada e orienta sobre a importância dos sentimentos na vida das pessoas. O filósofo cita: “aquele que me olha é sempre o meu carrasco.” Ou seja, apesar do indivíduo desejar ser refletido na melhor forma, os olhos dos outros ignoram esta aspiração e o enxerga em profundidade, com o rigor que efetivamente ele, o individuo, não gostaria.
Sendo assim, a importância dos outros para cada um de nós, gera influências que podem se tornar um inferno, devido à incapacidade humana de compreender nossas fraquezas. Ele cita: “o inferno são os outros” numa alusão à sua própria imagem refletida nos olhos de quem os observa.
A afirmação sobre a vigilância e o julgamento constante aos quais somos submetidos, não elimina a possibilidade de um paraíso. Neste caso, cabe ao individuo a responsabilidade da escolha do caminho que mais lhe agrada. Resumidamente, apesar de o inferno ser os outros é possível a conquista do paraíso.
Entre quatro paredes, sem janelas, sem pausas para a vida cotidiana e descanso da observação aos olhos dos outros personagens, os três protagonistas foram obrigados a conviverem. Cita um dos protagonistas referindo-se ao piscar dos olhos, como fuga ao julgamento dos outros, como se os seus olhos fechados impossibilitassem as críticas de quem o observa: “A gente abria e fechava; isso se chamava piscar. Um pequeno clarão negro, um pano que cai e se levanta, e aí a interrupção. (...) Quatro mil repousos em uma hora. Quatro mil pequenas fugas”.
Entre as quatro paredes, Garcin, um jornalista pacifista, que pretendia ser herói, mantinha um disfarce e procurava esconder o seu crime. Sua maior agonia era a possibilidade das duas companheiras, no inferno hipotético, descobrirem a sua fraqueza ou covardia que naquela situação não podia ser alterada. Mulherengo, péssimo marido, insensível aos sentimentos da esposa, precisava dos olhos de Inês, outra protagonista, para se desculpar.
Inês, uma funcionária dos correios, com atitudes hostis, cujo ódio e a crueldade lhe nutrem, é a única entre os protagonistas que admite a culpa. Reconhece estar no inferno e mostra o seu caráter, admitindo a situação que se encontram. Adere ao fato e tenta tirar proveito dele. Tinha uma reflexão interior profunda e consciência clara do papel a ocupar.
A burguesa Estelle, cujo casamento foi realizado com um homem mais velho, por interesse financeiro, esconde o seu crime e tenta convencer Garcin e Inês que havia um engano em mantê-la no inferno. Fútil, superficial e desorientada, necessitava dos olhos do jornalista, Garcin, para manter-se desejada vez que os valores superficiais a impedia de enxergar na forma mais adequada e consciente.
Independente da intensidade, todos os protagonistas se olhavam e esta visão não passava do inferno de cada um. Cada um sabia os motivos de estar ali, conduto, tentavam esconder dos outros os fatos que os levaram à situação, para serem vistos como pessoas boas, exceto Inês, que não tinha esperança de mudança.
Enquanto Estelle e Garcin tentaram esconder os seus crimes, Inês expõe o por ela praticado e chama a atenção dos demais condenados, igualmente a ela, a permanecerem de forma irreversível, no lugar onde um é o espelho do outro. Tenta fazer com que Estelle enxergue Garcin através da avaliação dos seus olhos, como alternativa, já que ela o avaliava de forma superficial.
A história segue com Inês tentando conquistar Estelle, que por sua vez procura se relacionar com Garcin, e - sabedores de que a consciência é liberdade condenada a existir - sem possibilidade de fuga Garcin se antecipa ao fechamento das cortinas e diz: "Pois bem, continuemos..."
Fonte: Disponível em [http://visaoliteraria.blogspot.com/2009/08/entre-quatro-paredes-jean-paul-sartre.html]. Acesso: 01/10/2011
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Livro do mês (agosto de 2011)
O livro se desencadeia a partir da morte da Srª. Meursault no asilo. Seu filho, Meursault, cuja história é o enredo do livro, vai ao enterro da mãe, porém, não mostrava expressão de tristeza pelo falecimento dela. No dia seguinte ao enterro, Meursault já estava na cama com uma mulher, mal lembrava-se do falecimento da mãe, apesar de alegar que gostava muito dela.
Essa mulher, Marie, com a qual ele passa noites calorosas após o falecimento de sua mãe, será sua amante até o fim do livro. Nesse meio tempo, ele faz amigos como
Raymund. Um dia, nas férias, perdidos, Raymund e Meursault se encontram no deserto, por estarem com receio de que um árabe, um antigo desfeto de Raymond. Este apareceu, porém, Meursault sacou a arma e atirou uma vez; aproximou-se do cadáver e disparou mais tiros, de maneira mecânica, fruto de um acaso.
Meursault foi preso. Passando por um longo processo de averiguações, porém, ele não sabe explicar direito o que lhe fez disparar no árabe depois do primeiro tiro. Estava apático e praticamente diante de sua própria prisão e das acusações que sofria. Em uma destas, destaca uma: quando acusam-no de frieza em relação à sua própria mãe, retomando o fato inicial da história, o abandono no asilo, apatia à
morte dela; Meursault tenta esquivar da acusação, mas, não consegue, pois não reponde quantos anos sua própria mãe tinha naquele ano em que ela falecera. Ele é julgado e condenado à morte, agindo com apatia até o cumprimento de sua pena.
Não seria errado ler "O Estrangeiro" como a história de um homem que, sem nenhuma atitude heróica, aceita morrer pela verdade. Meursault para mim não é um perdido, mas um homem pobre e nu, apaixonado pelo sol que não faz sombra. Longe de ser privado de toda sensibilidade, uma paixão profunda, porque tenaz, o anima - a paixão do absoluto e da verdade."
Assim se expressou Albert Camus a respeito de sua obra "O Estrangeiro", numa entrevista de 1955. Tudo neste livro despertou paixões e polêmicas na época de sua publicação: seu autor, seus personagens e suas idéias. O existencialismo tinha se popularizado, transformando-se quase numa moda.
Albert Camus nasceu na Argélia, então colônia francesa, em 1913. Sua família tinha poucos recursos e seu pai morreu combatendo na Primeira Guerra Mundial. Em 1923, Camus entrou para o liceu e depois para a Universidade da Argélia. Em 1930 contraiu tuberculose, o que o afastou dos esportes (era goleiro) e diminuiu seu tempo de estudo na universidade.
Em 1934 ingressou no Partido Comunista Francês e casou-se com Simone Hie, de quem se divorciaria pouco tempo depois. No ano seguinte, licenciou-se em filosofia e fundou o "Teatro do Trabalho". Em 1936, apresentou uma tese sobre o filósofo grego Plotino e engajou-se no Partido do Povo da Argélia. De 1937 a 1940 escreveu para dois jornais socialistas.
Foi recusado no exército francês por causa de suas más condições de saúde. Em 1940, já morando em Paris, casou-se com Francine Faure e começou a trabalhar para a publicação "Paris-Soir". No ano seguinte mudou-se para Bordeaux, junto com a redação da revista.
Em 1942 publicou dois de seus livros mais importantes, o já mencionado "O Estrangeiro" e "O Mito de Sísifo". Segundo muitos críticos, a idéia do absurdo da existência humana, formulada nestas obras, foi a maior contribuição de Camus para a filosofia.
Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), na França ocupada pelos alemães, Camus travou relações com o filósofo existencialista Jean Paul Sartre e engajou-se na Resistência francesa, escrevendo e depois tornando-se editor do jornal clandestino "Combat".
Em 1946, Camus viajou aos Estados Unidos, proferindo palestras sobre o existencialismo, para estudantes em Nova Iorque. Publicou "A Peste", no ano seguinte. O romance é uma alegoria da ocupação alemã e da condição humana (foi traduzido para o português pelo escritor Graciliano Ramos).
Entre 1949 e 1951, Camus viveu recluso, enfraquecido por causa de uma nova recaída da tuberculose. Em 1951 publicou "O Homem Revoltado", em que faz uma análise da idéia de rebelião e revolução, rejeitando o comunismo. Essas idéias foram perturbadoras, em meio a uma intelectualidade francesa comprometida com o marxismo, e provocaram sua ruptura com Sartre.
De 1955 a 56, trabalhou no semanário L'Express. Em 1957, recebeu a maior honraria literária em reconhecimento à sua obra: o Prêmio Nobel de Literatura. Morreu três anos depois, vítima de um acidente automobilístico. Deixou dois filhos gêmeos, Catherine e Jean.
Fonte: http://educacao.uol.com.br/biografias/albert-camus.jhtm. Acesso: 26/08/2011.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
112 anos de Borges
A logomarca da empresa
Depois de sua família ter se mudado para a Suíça, Borges teve que dar continuidade aos seus estudos no mesmo país. Na sequência, o escritor viajou à Espanha e só retornou à Argentina no ano de 1921. A sua passagem por diversas nações e a vivência internacional contribuíram para que Borges se tornasse um poliglota. No mesmo ano em que estava de volta à Argentina, as suas primeiras obras foram publicadas e estas já mostravam os traços surrealistas.
Conforme suas obras foram sendo traduzidas para outros idiomas, como nos Estados Unidos e por toda a Europa, Borges ganhou reconhecimento internacional. Em 1961, o escritor recebeu o seu primeiro prêmio internacional de editores, o Prêmio Formentor. Dentro de toda a sua produção, alguns dos títulos mais famosos são ‘Ficciones’ e ‘O Aleph’.
As duas publicações contam com narrativas curtas, mas falam sobre as temáticas do sonho, labirintos, bibliotecas, escritores fictícios e livros fictícios. Não somente pelo fato de ser escritor, as bibliotecas tem grande relevância no histórico de Borges por ele ter trabalhado como bibliotecário. Durante esta carreira, Borges foi nomeado diretor da Biblioteca Nacional da República Argentina.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
"A Morte de Ivan Ilitch - Uma Breve Reflexão - "
Considerada por muitos como a melhor novela da literatura universal, A Morte de Ivan Ilitch, é um romance realista curto, de leitura rápida, mas de uma profundidade analítica marcante sobre o seu personagem principal, assim como de toda sua família. O romance conta a história de um bem sucedido jurista de família influente da sociedade russa, que no auge de sua carreira e de forma repentina, se vê em uma situação de decadência pessoal sendo agravada por um problema de saúde mal explicado e cada vez mais intenso que acaba levando-o à morte.
No livro, que é narrado em terceira pessoa, pode-se perceber alguns aspectos próprios deste estilo literário. O primeiro, e mais impactante é o seu começo. Inicia-se já com a parte final de sua vida, descrevendo todo o ambiente do seu velório, bem como os dilemas a serem enfrentados pela viúva. Além de uma análise sutil daquela sociedade, dentro de um contexto histórico próprio, vários outros aspéctos realistas podem ser identificados. Uma relação muito próxima com o grande escritor brasileiro Machado de Assis é marcante. Primeiro, a forma como se inicia o romance, como já mencionado, estabelecendo uma relação com Memórias Póstumas de Braz Cubas - colocando qualquer leitor desavisado em estado de choque - assim como uma descrição de ambos os personagens de forma a revelar suas identidades. Um outro aspecto é o fato de sua doença não ser explicada, muito menos levada à cura, muito embora os mais famosos especialistas da área tenham sido consultados, podendo ser entendida como uma crítica do autor aos mais variados cientificismos da época, colocando-se em paralelo com O Alinista de nosso grande autor em que seu personagem principal - Simão Bacamarte - que de médico psiquiatra, além de se equivocar na escolha de sua esposa sob o "ponto de vista fisiológico" se torna portador da lucura a qual até aquele momento era seu objeto de cura.
Enfim, a crítica social, ora de forma descritiva, ora de forma analítica de seus personagens, é algo de fundamental a ser percebido na obra de Tostoi em que se concilia narrativa, análise psicossocial dos personagens e contexto histórico.
No livro, que é narrado em terceira pessoa, pode-se perceber alguns aspectos próprios deste estilo literário. O primeiro, e mais impactante é o seu começo. Inicia-se já com a parte final de sua vida, descrevendo todo o ambiente do seu velório, bem como os dilemas a serem enfrentados pela viúva. Além de uma análise sutil daquela sociedade, dentro de um contexto histórico próprio, vários outros aspéctos realistas podem ser identificados. Uma relação muito próxima com o grande escritor brasileiro Machado de Assis é marcante. Primeiro, a forma como se inicia o romance, como já mencionado, estabelecendo uma relação com Memórias Póstumas de Braz Cubas - colocando qualquer leitor desavisado em estado de choque - assim como uma descrição de ambos os personagens de forma a revelar suas identidades. Um outro aspecto é o fato de sua doença não ser explicada, muito menos levada à cura, muito embora os mais famosos especialistas da área tenham sido consultados, podendo ser entendida como uma crítica do autor aos mais variados cientificismos da época, colocando-se em paralelo com O Alinista de nosso grande autor em que seu personagem principal - Simão Bacamarte - que de médico psiquiatra, além de se equivocar na escolha de sua esposa sob o "ponto de vista fisiológico" se torna portador da lucura a qual até aquele momento era seu objeto de cura.
Enfim, a crítica social, ora de forma descritiva, ora de forma analítica de seus personagens, é algo de fundamental a ser percebido na obra de Tostoi em que se concilia narrativa, análise psicossocial dos personagens e contexto histórico.
sábado, 7 de maio de 2011
Revista Encontro Literário divulga resultado do edital 01/2011
A Revista Encontro Literário divulgou o resultado do Concurso do edital 01/2011. Você já pode ler as produções literárias selecionadas no blog da revista [www.revistaencontroliterario.blogspot.com]. São 3 contos e 5 poesias. Além destas, há as participações especiais.
Participações Especiais
Título da Poesia: Rastro
Autor: Edimilson de Almeida Pereira
Título: Um Terno para K
Autor: Fernando Fábio Fiorese
Obras selecionadas (edital 01/2011)
Poesias
Título: A vida do Mendigo
Autor: Emerson F. Rocha
Título: A Menina e o Tempo
Autora: Maria Regina de Souza
Título: Sou Poeta
Autor: Maria Conceição Pimentel de Souza
Título: Dadaísmo
Autora: Diana Michaela Amaral Boccato
Título: Canção de um Tempo
Autora: Amélia Luz
Contos
Título: Alma, Oceano e Solidão
Autora: Giordana Medeiro
Título: Ao diabo com a burocracia
Autor: Joachim Neander
Título: Símbolos
Autora: Priscila Maini Pinto
Participação do Editor
Título: Encontro Literário
Autor: Raphael Reis
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Cia. das Letras fecha acordo com a Ateliê Editorial para publicar os sete volumes da obra de Pedro Nava
Companhia das Letras fecha acordo com Ateliê editorial e adquire o direito de publicação dos sete volumes das memórias do juiz-forano Pedro Nava. "Ele está na primeira constelação dos escritores brasileiros", destaca o diretor-executivo da editora, Matinas Suzuki, que já havia anunciado o contrato firmado com a família de Carlos Drummond de Andrade. "Quem diz isso não somos nós, da Companhia, mas gente da autoridade de um Carlos Drummond, um Paulo Mendes Campos, um Otto Lara Resende, um Antonio Candido ou um Davi Arrigucci Jr.". Segundo Suzuki, a negociação prevê ainda uma ampla divulgação, já que, em 2012, comemoram-se 40 anos da publicação de "Baú de ossos".
Para a professora da Faculdade de Letras da UFJF, Terezinha Scher, por ter excelente conceito enquanto editora e distribuidora, a Companhia das Letras investe muito em popularizar obras de nomes relevantes para a pesquisa literária, como José Saramago, Vinicius de Moraes, Jorge Amado, Lygia Fagundes Telles e Érico Veríssimo. "Eles têm uma projeção fora do país, muito devido à amizade que Luiz Schwarcz (diretor) mantém com a família de Saramago", ressalta. "Drummond é, talvez, um dos maiores escritores em língua portuguesa do século XX, pelos seus quase 70 anos de produção em poesia, prosa, crônicas etc. Já Pedro Nava, bem menos conhecido, começou a escrever mais tarde, pois havia exercido medicina anteriormente", comenta Terezinha, sugerindo edições voltadas para estudantes, mais baratas, menos sofisticadas e no formato de bolso.
A pesquisadora Leila Barbosa acrescenta: "Ele é nosso, todo mundo sabe, mas foi embora. Mesmo assim, se firmou como o maior memorialista em língua portuguesa, por isso merece ser mais divulgado. É da ordem do mundo afora, mas ele (Pedro Nava) vai continuar o 'Homem do Caminho Novo'." O maior desafio, conforme Matinas Suzuki, é aumentar a presença de Nava entre os leitores mais jovens.
Negociação
A partir de 1998, a Ateliê Editorial e a Editora Giordano iniciaram o resgate do acervo literário de Pedro Nava. Este pacote engloba todas as memórias do autor, incluindo o volume "Cera das almas", publicado em livro pela primeira vez naquela época. Mesmo inacabada, a obra registra os últimos momentos do escritor mineiro.
"Como toda a negociação foi em clima de bastante cordialidade, creio que o mais difícil começa agora: planejarmos edições que estejam à altura da importância de um escritor como ele", assegura Suzuki.
Mais de uma década se passou, e os feitos do juiz-forano continuam atraindo a atenção de admiradores e pesquisadores do ramo. Professora de francês, Cristina Villaça concluiu doutorado em literatura comparada na Universidade Federal Fluminense (UFF), abordando a correlação entre Nava médico e escritor. "Ele só começou a escrever depois da aposentadoria, pois havia um certo preconceito. 'Um médico literato era um profissional menor' como ele dizia. A partir daí, ele passou a soltar tudo o que estava preso."
De acordo com ela, antes mesmo de publicar as memórias, Nava havia escrito muitos artigos médicos, com teor literário, como "Capítulos da história da medicina do Brasil" e "Território de Epidauro" (cidade grega, templo de Asclépio, o deus da medicina). Tudo isto veio a explodir em suas memórias, pois os artigos ficaram dormidos até os anos 2000, quando sua família os publicou", acrescenta.
Para concluir o mestrado e doutorado debruçada sobre a obra de Nava, Cristina teve de recorrer ao sobrinho-herdeiro (Paulo Penido), detentor do arquivo doado pelo autor à Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio. "Haviam, inclusive, escritos inéditos por lá, que, devido à importância do nome da Companhia das Letras, podem vir a ser reeditados", finaliza.
Genialidade para recortar a vida
No lado esquerdo do papel almaço, Pedro Nava datilografava o texto, no lado direito, ia colando recortes de jornal, bilhetes e postais, anotando pensamentos. Assim organizava o arquivo para depois transformá-los em texto literário. "Ele juntava as memórias, que não eram só de família, mas da cidade e do tempo em que vivia", enfatiza Cristina Villaça, exemplificando o trabalho produzido para codificar Belo Horizonte na década de 1920. Neste período, passou a conviver com os modernistas mineiros, como Carlos Drummond de Andrade.
Fonte: Disponívem em [http://www.tribunademinas.com.br/cultura/memorias-relembradas-1.455540]. Acesso: 28/04/11
Para a professora da Faculdade de Letras da UFJF, Terezinha Scher, por ter excelente conceito enquanto editora e distribuidora, a Companhia das Letras investe muito em popularizar obras de nomes relevantes para a pesquisa literária, como José Saramago, Vinicius de Moraes, Jorge Amado, Lygia Fagundes Telles e Érico Veríssimo. "Eles têm uma projeção fora do país, muito devido à amizade que Luiz Schwarcz (diretor) mantém com a família de Saramago", ressalta. "Drummond é, talvez, um dos maiores escritores em língua portuguesa do século XX, pelos seus quase 70 anos de produção em poesia, prosa, crônicas etc. Já Pedro Nava, bem menos conhecido, começou a escrever mais tarde, pois havia exercido medicina anteriormente", comenta Terezinha, sugerindo edições voltadas para estudantes, mais baratas, menos sofisticadas e no formato de bolso.
A pesquisadora Leila Barbosa acrescenta: "Ele é nosso, todo mundo sabe, mas foi embora. Mesmo assim, se firmou como o maior memorialista em língua portuguesa, por isso merece ser mais divulgado. É da ordem do mundo afora, mas ele (Pedro Nava) vai continuar o 'Homem do Caminho Novo'." O maior desafio, conforme Matinas Suzuki, é aumentar a presença de Nava entre os leitores mais jovens.
Negociação
A partir de 1998, a Ateliê Editorial e a Editora Giordano iniciaram o resgate do acervo literário de Pedro Nava. Este pacote engloba todas as memórias do autor, incluindo o volume "Cera das almas", publicado em livro pela primeira vez naquela época. Mesmo inacabada, a obra registra os últimos momentos do escritor mineiro.
"Como toda a negociação foi em clima de bastante cordialidade, creio que o mais difícil começa agora: planejarmos edições que estejam à altura da importância de um escritor como ele", assegura Suzuki.
Mais de uma década se passou, e os feitos do juiz-forano continuam atraindo a atenção de admiradores e pesquisadores do ramo. Professora de francês, Cristina Villaça concluiu doutorado em literatura comparada na Universidade Federal Fluminense (UFF), abordando a correlação entre Nava médico e escritor. "Ele só começou a escrever depois da aposentadoria, pois havia um certo preconceito. 'Um médico literato era um profissional menor' como ele dizia. A partir daí, ele passou a soltar tudo o que estava preso."
De acordo com ela, antes mesmo de publicar as memórias, Nava havia escrito muitos artigos médicos, com teor literário, como "Capítulos da história da medicina do Brasil" e "Território de Epidauro" (cidade grega, templo de Asclépio, o deus da medicina). Tudo isto veio a explodir em suas memórias, pois os artigos ficaram dormidos até os anos 2000, quando sua família os publicou", acrescenta.
Para concluir o mestrado e doutorado debruçada sobre a obra de Nava, Cristina teve de recorrer ao sobrinho-herdeiro (Paulo Penido), detentor do arquivo doado pelo autor à Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio. "Haviam, inclusive, escritos inéditos por lá, que, devido à importância do nome da Companhia das Letras, podem vir a ser reeditados", finaliza.
Genialidade para recortar a vida
No lado esquerdo do papel almaço, Pedro Nava datilografava o texto, no lado direito, ia colando recortes de jornal, bilhetes e postais, anotando pensamentos. Assim organizava o arquivo para depois transformá-los em texto literário. "Ele juntava as memórias, que não eram só de família, mas da cidade e do tempo em que vivia", enfatiza Cristina Villaça, exemplificando o trabalho produzido para codificar Belo Horizonte na década de 1920. Neste período, passou a conviver com os modernistas mineiros, como Carlos Drummond de Andrade.
Fonte: Disponívem em [http://www.tribunademinas.com.br/cultura/memorias-relembradas-1.455540]. Acesso: 28/04/11
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Espacio Hispanófono UFJF
Hermanitos y hermanitas,
Segue abaixo um espaço para os professores e estudantes de espanhol. Neste site vocês poderão ouvir, ao vivo, 4 radios da Espanha e assim aperfeiçoar o seu espanhol, além de encontrar artigos.
http://espaciohispanofonoufjf.blogspot.com/
Segue abaixo um espaço para os professores e estudantes de espanhol. Neste site vocês poderão ouvir, ao vivo, 4 radios da Espanha e assim aperfeiçoar o seu espanhol, além de encontrar artigos.
http://espaciohispanofonoufjf.blogspot.com/
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
EXPOSIÇÃO RESGATA A LITERATURA BENFIQUENSE
A Biblioteca Delfina Fonseca Lima, situada à Rua Marília, 631 – Benfica, apresenta de 21 de fevereiro até 09 de abril a exposição: LETRAS DE BENFICA.
O projeto consiste em uma exposição de livros publicados por autores que moram ou que já residiram no bairro, além de coletâneas de prosa e poesia produzidas pelas escolas da comunidade. Também faz parte uma mostra de livros e textos de autores famosos que citam Benfica ou que lá residiram. Completando o projeto, um varal de poesia destaca poemas de autores locais, que tenham publicações ou inéditos.
Segundo Vanderlei Tomaz, Coordenador da Biblioteca Municipal Murilo Mendes, “a mostra tem o objetivo de despertar o conhecimento sobre a produção literária da região, além de incentivar as visitas à biblioteca local que completou 25 anos em 2010.” Além disso, ele destaca que “o visitante irá conhecer obras de autores desconhecidos como Marlene Salgado Pipa, José Alves de Castro, Ely Manoel Duarte, Antônio Rodrigues Pinto, João Ribeiro de Oliveira e Mariano Ribeiro de Novaes, dentre outros mais famosos que lá moraram como Artur Xexéo e Mauro Halfeld, além de compositores da MPB como Sueli Costa e Mamão. Outra curiosidade da exposição é a apresentação de textos que mencionam a visita a Benfica do Presidente Getúlio Vargas e do escritor Machado de Assis, além da citação de Benfica na obra de Carlos Drummond de Andrade e Fernando Sabino.”
Todos os trabalhos expostos pertencem ao acervo particular de Vanderlei Tomaz, e o projeto tem o apoio da Prefeitura de Juiz de Fora, por meio da Funalfa/Biblioteca Municipal Murilo Mendes.
Curiosidades da exposição LETRAS DE BENFICA:
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
- Na crônica “Doce revolução em Barbacena” (publicada no livro TEMPO VIDA POESIA), o poeta mineiro faz referência ao movimento de tropas militares em BENFICA e outros bairros de Juiz de Fora, por ocasião dos conflitos que levaram Getúlio Vargas à Presidência do Brasil em 1930.
FERNANDO SABINO
- Em uma de suas mais importantes obras, o romance O GRANDE MENTECAPTO, o escritor mineiro faz inúmeras referências a Juiz de Fora e cita BENFICA em seu texto.
CIRO DOS ANJOS
- Publicado em 1956, o romance MONTANHA faz referência a CHAPÉU D’UVAS, comunidade rural de Juiz de Fora. Lugar onde se passa o primeiro capítulo do livro.
FLÁVIO LEÃO
- DE VOLTA À ESTRADA REAL é um interessante relato de viagem pelos caminhos do ouro abertos no século XVIII. O autor faz referência a BENFICA e conta um episódio acontecido em uma viagem no ônibus que atende ao bairro.
MACHADO DE ASSIS EM BENFICA
- Noticiado pelo jornal O PHAROL, em janeiro de 1890, o grande romancista brasileiro e fundador da Academia Brasileira de Letras, esteve em Benfica visitando a Feira de Gado. Na ocasião, Machado era alto funcionário do Ministério da Agricultura. Sua presença em Benfica foi revelada pelo historiador Dormevilly Nóbrega no livro REVENDO O PASSADO.
ARTUR XEXÉO MOROU EM BENFICA
- Nascido em 1951, na cidade do Rio de Janeiro, o jornalista – um dos principais articulistas do jornal O Globo – residiu em uma das casas da FEEA (hoje, IMBEL) nos anos 60. Seu pai, o Coronel Xexéo, foi diretor da fábrica.
HERMANN BURMEISTER
- O naturalista alemão, em seu livro VIAGEM AO BRASIL - importante diário onde narra sobre a flora, fauna e a população dos lugares por onde passou – conta sobre sua passagem por Benfica, em 05 de dezembro de 1850.
MAMÃO
- Armando Fernandes Aguiar, o Mamão, compôs “Tristeza pé no chão”, música que fez sucesso em todo o Brasil na voz de Clara Nunes, no início dos anos 70. Quando compôs esta linda canção, Mamão morava em uma das casas da FEEA (hoje, IMBEL), à Rua Coronel Alcindo Nunes Pereira, já que trabalhava na fábrica.
SUELI COSTA MOROU EM BENFICA
- Sueli Correa Costa (compositora, intérprete e instrumentista) é autora de diversas canções interpretadas por Fagner, Maria Betânia, Simone, Zélia Duncam, e outros. Entre essas canções, destacam-se: JURA SECRETA, CORDILHEIRA, CORAÇÃO ATEU e DENTRO DE MIM MORA UM ANJO. Sueli passou parte da infância e juventude em uma das casas da Rua Porto Seguro, em Benfica.
MAURO HALFELD
- O economista Mauro Halfeld Ferrari é professor titular da Universidade Federal do Paraná. Formado pela UFJF, com Mestrado na PUC-Rio, Doutorado na USP, Pós-doutorado nos EUA, é o autor de importantes livros sobre investimentos. Articulista de jornais e revistas de circulação nacional, Mauro pode ser visto, de vez em quando, nos telejornais da Rede Globo dando opiniões sobre economia. Mauro é filho do Coronel Ferrari e residiu em um dos conjuntos residenciais da FEEA (hoje, IMBEL), na Av. JK, de frente para a fábrica.
GETÚLIO VARGAS ESTEVE EM BENFICA
- Em um dos volumes do seu conhecido diário, o Presidente Getúlio Vargas, fala de sua visita a Juiz de Fora, em julho de 1935. Na ocasião, Getúlio visitou as obras da Barragem João Penido e a linha de produção da FEEA (hoje, IMBEL).
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Homenagem aos 130 anos do falecimento de Fiódor Dostoiévski (1821-1881)
Fiodor Mikhailovich Dostoievski foi uma das maiores personalidades da literatura russa, tido como fundador do Realismo.
Sua mãe morreu quando ele era ainda muito jovem e seu pai, o médico Mikhail Dostoievski, foi assassinato pelos próprios colonos de sua propriedade rural em Daravoi, que o julgavam autoritário. Esse fato exerceu enorme influência sobre o futuro do jovem Dostoiévski e motivou o polêmico artigo de Freud: "Dostoiévski e o Parricídio".
Em São Petersburgo, Dostoiévski estudou engenharia numa escola militar e se entregou à leitura dos grandes escritores de sua época. Epilético, teve sua primeira crise depois de saber que seu pai fora assassinado. Sua primeira produção literária, aos 23 anos, foi uma tradução de Balzac ("Eugénie Grandet"). No ano seguinte escreveu seu primeiro romance, "Pobre Gente", que foi bem recebido pelo público e pela crítica.
Em 1849 foi preso por participar de reuniões subversivas na casa de um revolucionário, e condenado à morte. No último momento, teve a pena comutada por Nicolau 1o e passou nove anos na Sibéria, quatro no presídio de Omsk e mais cinco como soldado raso. Descreveu a terrível experiência no livro "Recordações da Casa dos Mortos" e em "Memórias do Subsolo".
Suas crises sistemáticas de epilepsia, que ele atribuía a "uma experiência com Deus", tiveram papel importante em suas crenças. Inspirado pelo cristianismo evangélico, passou a pregar a solidariedade como principal valor da cultura eslava. Em 1857 casou-se com Maria Dmitrievna Issaiev, uma viúva difícil e caprichosa. Dois anos depois retornou a Petersburgo. Em 1862 conheceu Polina Suslova, que viria a ser o seu romance mais profundo. Em 1864, viúvo de Maria, terminou seu caso com Polina e em 1867 casou-se com Anna Snitkina.
Entre suas obras destacam-se: "Crime e Castigo", "O Idiota", "O Jogador", "Os Demônios", "O Eterno Marido" e "Os Irmãos Karamazov".
Publicou também contos e novelas. Criou duas revistas literárias e ainda colaborou nos principais órgãos da imprensa russa.
Seu reconhecimento definitivo como escritor universal surgiu somente depois dos anos 1860, com a publicação dos grandes romances: "O Idiota" e "Crime e Castigo". Seu último romance, "Os Irmãos Karamazov", é considerado por Freud como o maior romance já escrito.
Sua mãe morreu quando ele era ainda muito jovem e seu pai, o médico Mikhail Dostoievski, foi assassinato pelos próprios colonos de sua propriedade rural em Daravoi, que o julgavam autoritário. Esse fato exerceu enorme influência sobre o futuro do jovem Dostoiévski e motivou o polêmico artigo de Freud: "Dostoiévski e o Parricídio".
Em São Petersburgo, Dostoiévski estudou engenharia numa escola militar e se entregou à leitura dos grandes escritores de sua época. Epilético, teve sua primeira crise depois de saber que seu pai fora assassinado. Sua primeira produção literária, aos 23 anos, foi uma tradução de Balzac ("Eugénie Grandet"). No ano seguinte escreveu seu primeiro romance, "Pobre Gente", que foi bem recebido pelo público e pela crítica.
Em 1849 foi preso por participar de reuniões subversivas na casa de um revolucionário, e condenado à morte. No último momento, teve a pena comutada por Nicolau 1
Suas crises sistemáticas de epilepsia, que ele atribuía a "uma experiência com Deus", tiveram papel importante em suas crenças. Inspirado pelo cristianismo evangélico, passou a pregar a solidariedade como principal valor da cultura eslava. Em 1857 casou-se com Maria Dmitrievna Issaiev, uma viúva difícil e caprichosa. Dois anos depois retornou a Petersburgo. Em 1862 conheceu Polina Suslova, que viria a ser o seu romance mais profundo. Em 1864, viúvo de Maria, terminou seu caso com Polina e em 1867 casou-se com Anna Snitkina.
Entre suas obras destacam-se: "Crime e Castigo", "O Idiota", "O Jogador", "Os Demônios", "O Eterno Marido" e "Os Irmãos Karamazov".
Publicou também contos e novelas. Criou duas revistas literárias e ainda colaborou nos principais órgãos da imprensa russa.
Seu reconhecimento definitivo como escritor universal surgiu somente depois dos anos 1860, com a publicação dos grandes romances: "O Idiota" e "Crime e Castigo". Seu último romance, "Os Irmãos Karamazov", é considerado por Freud como o maior romance já escrito.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Revista Encontro Literário: inscrições para publicação de contos e poesias
Revista Encontro Literário
Edital 01 de 2011
A Revista Encontro Literário tem como objetivo fomentar a produção literária, bem como o prazer da leitura. Para isso, lançamos o primeiro edital para publicação de contos e poesias, edital 01 de 2011.
REGULAMENTO
Art. 1º – A Revista Encontro Literário por meio deste edital abre inscrições para publicação de contos e poesias. O tema é livre.
Das inscrições
Art. 2º – Podem participar do edital quaisquer pessoas, desde que o texto seja escrito em língua portuguesa.
Art. 3º – As inscrições serão realizadas através do e-mail revistaencontroliterario@yahoo.com.br no período de 10 de fevereiro a 10 de março de 2011.
Parágrafo único – Não serão aceitos textos discriminatórios ou pornográficos.
Art. 4º – Cada participante pode se inscrever com 1 (um) trabalho em cada categoria. Os contos e poemas devem ser inéditos, ou seja, contos e poesias que ainda não foram publicadas em livros, jornais ou outros meios.
§ 1º – Os contos e poemas devem ser enviados em arquivo Word (preferencialmente versão 2003) para o e-mail revistaencontroliterario@yahoo.com.br, acompanhados do título da obra e dos dados pessoais (nome completo, endereço, telefone de contato, e-mail) bem como de um breve currículo.
§ 2º - Os trabalhos devem ser digitados em editor de texto eletrônico Word ( preferencialmente versão 2003) seguindo as seguintes configurações:
a) Fonte Arial ou Times Roman, tamanho 12;
b) Espaçamento entre linhas de 1,5 cm.
c) Cada poema não deve exceder o limite de 02 (duas) laudas e cada conto não deve exceder o limite de 03 (três) laudas no tamanho A4;
c) Cada poema não deve exceder o limite de 02 (duas) laudas e cada conto não deve exceder o limite de 03 (três) laudas no tamanho A4;
§ 2º – As inscrições serão gratuitas.
§ 3º – Ao se inscreverem, todos os candidatos aceitarão automaticamente todas as cláusulas e condições estabelecidas no presente regulamento.
Art. 5º – Serão selecionadas 5 poemas e 3 contos para publicação no site da Revista Encontro Literário, inscrito no endereço www.revistaencontroliterario.blogspot.com
§ 1º – Ao enviar as produções literárias o participante tem a plena consciência de que autoriza a Revista Encontro Literário a publicar suas obras sem nenhuma espécie de ônus para a revista.
§ 2° – Este é um edital que visa à publicação de obras literárias, sendo somente um veículo de comunicação entre o escritor e o leitor. Ou seja, não premiamos nenhuma produção literária seja financeiramente ou com troféus.
Da comissão julgadora
Art. 6º – A Comissão Julgadora é composta pelos editores e colaboradores da Revista.
Parágrafo único – A Comissão Julgadora terá autonomia no julgamento, que será regido pelos princípios de originalidade. A decisão da comissão é irrevogável.
Do resultado
Art. 7º – O resultado do Concurso será divulgado em maio de 2011 no site www.revistaencontroliterario.blogspot.com. A publicação das obras selecionadas acontecerá no mesmo mês.
Das disposições finais
Art. 8º – Os casos omissos serão decididos pelos Editores da Revista.
Juiz de Fora, 05 de janeiro de 2011.
Editores
Rafael Laguardia
Raphael Reis
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